Quando os nomes do governo de Michel Temer começaram a ser avançados pela imprensa brasileira, o ator Stefan Nercessian era dado como um dos nomes mais certos a conseguir o lugar de ministro da Cultura, mas à luz dos protestos pela falta de mulheres no Executivo de Temer, o presidente interino deverá optar por uma mulher.

A contestação começou logo quando Temer assumiu o cargo de presidente interino, após a destituição de Dilma Rousseff, quando Michel Temer revelou um elenco ministerial exclusivamente masculino. A imprensa e a opinião pública brasileira salientavam que todos os ministros são homens brancos, alguns envolvidos no caso Lava Jato, contrastando com o último governo que era, aliás, chefiado por uma mulher.

Como escreve o Huffington Post Brasil, o novo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo tentou encaixar mais mulheres nos lugares de primeira linha, mas “não foi possível”. Padilha garante que isso não vai acontecer para os restantes cargos do governo.

Em entrevista ao Estado de São Paulo, também o ministro do Ambiente garantiu que a escolha de homens para os cargos principais teve a ver com “o momento”, que não se trata de uma “postura” deste Executivo, e que já foi indicado aos ministros que encontrem boas gestores para cargos dentro dos seus ministérios.

A secretaria executiva, a chefia de gabinete e a presidência do INEP (Indtituto Nacional de Estudos e Pesquisas) serão ocupadas por mulheres”, afirmou.

Será também uma mulher a liderar a pasta da Cultura, não um ministério - porque foi um dos extintos pelo novo Executivo -, mas uma Secretaria Nacional (equivalente a uma secretaria de Estado em Portugal). Como principal candidata ao cargo, a RFI e a Reuters avançam o nome da ex-secretária da Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rattes, que está ligada ao PMDB, partido de Temer.

Rattes esteve à frente da secretaria deste 2007 até 2014, foi guionista, bailarina, atriz e uma das fundadoras do Grupo Estação (empresa de produção e exibição cinematográfica).