O candidato às presidenciais brasileiras Jair Bolsonaro vai precisar de uma nova cirurgia, para reconstituir partes do intestino, e mantém-se em estado grave, informou hoje o hospital, no seu mais recente boletim médico.

Segundo os médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, a nova cirurgia ao candidato do Partido Social Liberal (PSL) será de "grande porte", sendo que o seu estado ainda é grave. O político permanece na Unidade Terapia Intensiva.

Jair Bolsonaro, atingido na quinta-feira por uma facada durante um ato de campanha em Minas Gerais, lidera a corrida eleitoral de outubro, com 22% das intenções de voto, na primeira sondagem feita após a recusa da candidatura liderada por Lula da Silva (PT).

De acordo com o novo boletim médico revelado hoje, Bolsonaro apresenta sinais de infeção e tem sido alimentado por via endovenosa. O candidato sofre ainda com paralisia intestinal, o que, segundo a equipa médica, é comum em casos semelhantes. O deputado tem feito ainda fisioterapia respiratória e motora.

O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais", diz a nota divulgada pelo hospital.

Bolsonaro tem defendido os valores tradicionais da família cristã, o porte de armas e ‘prega’ que o combate à violência no Brasil, país que atingiu a marca de 63.800 homicídios em 2017, deve ser feito de forma violenta pelas autoridades.

A polícia brasileira deteve o autor confesso do ataque, que disse ter agido “sob o comando de Deus" e atribuiu o crime às suas diferenças políticas e religiosas com a extrema direita.

Subida nas sondagens

O candidato às presidenciais do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), atingiu entretanto 30% das intenções de voto, indica a primeira sondagem realizada após ter sido vítima de uma facada durante uma ação de campanha.

Com um aumento de quatro pontos percentuais em relação à semana anterior, Bolsonaro é seguido pelo candidato Ciro Gomes do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que mantém 12% das intenções de voto, de acordo com uma sondagem encomendada pelo banco BTG Pactual ao Instituto FSB.

A sondagem foi realizada durante o fim de semana, logo após o ataque direcionado ao candidato do PSL, esfaqueado na última quinta-feira, em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais.

No entanto, a rejeição do candidato também subiu, atingindo os 51%, enquanto na semana anterior rondava os 44%.

Já a candidata Marina Silva (Rede), aparece empatada com Geraldo Alckmin do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT), todos com 8%. No levantamento anterior, Marina Silva contava com 11%, num empate técnico com Ciro Gomes.

Quanto aos restantes candidatos, aparecem igualmente com 3% das intenções de voto João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB). Guilherme Boulos (PSol) e Cabo Daciolo (Patriota) aparecem com 1% das intenções de voto.

As próximas presidenciais do Brasil realizam-se em outubro, estando a primeira volta marcada para o dia 7 e a segunda volta no dia 28.