Dois soldados bósnios foram mortos, na noite de quarta-feira, por um homem, alegadamente, islamita, em Sarajevo. De acordo com as autoridades o suspeito atacou as vítimas com armas automáticas, antes de se fazer explodir.

Depois do ataque, dezenas de agentes das forças especiais foram chamados para o local e conseguiram encurralar o atirador dentro de uma casa, nos subúrbios de Sarajevo. O homem de 34 anos suicidou-se, de seguida, fazendo com que os explosivos que carregava detonassem.
 

“Quando a polícia cercou a casa, ouviu-se uma explosão. As autoridades encontraram depois o cadáver de um homem que se tinha suicidado dentro da habitação”, contou um dos agentes à AFP.


Um porta-voz da polícia declarou também que, para além dos dois mortos, o atentado provocou três feridos, entre eles dois passageiros e o condutor de um autocarro, que foi atingido por uma bala.
 

“Disparar contra um militar é disparar contra o Estado”, afirmou o primeiro-ministro bósnio, Denis Zvizdic, que prometeu “castigar” os responsáveis, mas que não quis comentar se o atacante era membro de um grupo jihadista.


Contudo, segundo a AP, um porta-voz procuradoria do Estado, Boris Grubesic, declarou que o incidente estava a ser investigado como “um ataque terrorista”. Alguns membros da polícia disseram aos media locais que o responsável tinha ligações a um grupo extremista islâmico.

Em abril, um terrorista matou um polícia, na cidade de Zvornik, e feriu duas outras pessoas, antes de ser abatido pelas autoridades. Os agentes presentes no local garantiram que, durante todo o ataque, o homem gritou “Allahu Akbar!” (“Deus é grande”).

Dos 3.8 milhões de habitantes da Bósnia, cerca de 40% da população é muçulmana.