O parlamento boliviano aprovou hoje uma reforma parcial da Constituição, que vai ser referendada em fevereiro de 2016, o que permitirá ao Presidente Evo Morales recandidatar-se a um quarto mandato em 2019.

No final de um debate que durou 18 horas, o parlamento aprovou, com dois terços dos votos, a alteração constitucional que vai permitir duas reeleições consecutivas do presidente, em vez de apenas uma.

Evo Morales, 55 anos, é o presidente há mais tempo em exercício na América latina, tendo sido eleito no final de 2005 com 54% dos votos, reeleito no final de 2009 com 64%, e eleito de novo em 2014 com 61% dos votos.

O seu atual mandato termina em 2020 e as eleições estão previstas para o final de 2019.

A oposição, fragilizada pela sua falta de unidade, considera que Evo Morales não podia recandidatar-se em 2014 porque a Constituição não permite, desde 2009, mais do que dois mandatos consecutivos.

O Supremo Tribunal da Bolívia considerou em 2013 que o primeiro mandato de Morales não contava porque a nova regra constitucional não estava ainda em vigor.

Antigo representante dos agricultores produtores de folha de coca, Evo Morales é o primeiro Presidente ameríndio da Bolívia.