Uma vala comum com uma «centena de corpos» foi descoberta no nordeste da Nigéria, disse esta sexta-feira o porta-voz do exército do Chade, coronel Azem Bermandoa Agouna, acusando o grupo extremista Boko Haram de estar na origem da «matança».

«Os corpos foram encontrados espalhados por baixo de uma ponte» à saída da cidade de Damasak, próxima da fronteira com o Níger, disse o coronel, que visitou o local, descoberto por soldados chadianos.

Segundo o coronel, os corpos estavam decapitados, com as «cabeças para um lado e os corpos para o outro».

O militar precisou que a maior parte das pessoas foram mortas por tiros de balas.

«A matança ocorreu há cerca de dois meses e é obra do Boko Haram», disse.

As forças armadas nigerianas e do Chade lançaram no passado dia 08 uma vasta operação conjunta terrestre e aérea na Nigéria contra aquele grupo terrorista.

O grupo de Boko Haram quer instaurar um califado no norte da Nigéria, maioritariamente muçulmano, ao contrário do sul, de maioria cristã.

O Chade, que já apelou à formação de uma coligação de países da região contra o grupo extremista, enviou um contingente militar para os Camarões, país que faz fronteira com a Nigéria, para ajudar a combater os ataques do Boko Haram.

A violência da insurreição do Boko Haram e da sua repressão pelas forças armadas nigerianas já causaram mais de 13 mil mortes desde 2009 e perto de 1,5 milhões de refugiados e deslocados.