«Houve duas explosões, todas de bombistas suicidas», reportou à Reuters uma testemunha, Sani Adamau.

«Enquanto as pessoas tentavam ajudaram os feridos, explodiu a segunda bomba, vi muitos corpos», acrescentou.

«A mulher tinha a bomba nas costas, como se fosse um bebé, e abriu caminho até o local da primeira explosão», contou à agência France-Presse, Abubakar Bello, um vendedor de frango no mercado.

Goodluck Jonathan, presidente da Nigéria, deve pedir à Assembleia Nacional que mantenha o estado de emergência nos três estados do nordeste do país mais atingidos pelos ataques.

Maina Ma'aji Lawan, representante de Borno no senado nigeriano, afirmou esta terça-feira que o grupo tomou a cidade de Damasak, na fronteira com o Níger, devido à deserção dos militares.

«Não há um único homem em Damasak», «o Boko Haram está no controlo porque todos os homens e soldados fugiram», afirmou.