Pelos menos 45 pessoas morreram esta terça-feira depois de duas mulheres se fazerem explodir num mercado lotado em Maiduguri, no nordeste da Nigéria.

«Houve duas explosões, todas de bombistas suicidas», reportou à Reuters uma testemunha, Sani Adamau.

«Enquanto as pessoas tentavam ajudaram os feridos, explodiu a segunda bomba, vi muitos corpos», acrescentou.

De acordo com fontes da «Al Jazeera» no terreno, as explosões mataram mais de 60 pessoas. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram o número de mortos e feridos. Um funcionário da área da saúde garante ter contado mais de 45 corpos.

«A mulher tinha a bomba nas costas, como se fosse um bebé, e abriu caminho até o local da primeira explosão», contou à agência France-Presse, Abubakar Bello, um vendedor de frango no mercado.

Apesar dos ataques não terem sido reivindicados, as suspeitas apontam para o grupo terrorista Boko Haram, que recorre frequentemente a esta tática, e utiliza aquela cidade, que é a maior do estado de Borno, como fortaleza.

Goodluck Jonathan, presidente da Nigéria, deve pedir à Assembleia Nacional que mantenha o estado de emergência nos três estados do nordeste do país mais atingidos pelos ataques.

Maina Ma'aji Lawan, representante de Borno no senado nigeriano, afirmou esta terça-feira que o grupo tomou a cidade de Damasak, na fronteira com o Níger, devido à deserção dos militares.

«Não há um único homem em Damasak», «o Boko Haram está no controlo porque todos os homens e soldados fugiram», afirmou.

Em apenas uma semana, o grupo terrorista já terá matado mais de cem pessoas neste estado, consequência de três ataques.