O aeroporto de Bruxelas reabre parcialmente este domingo, 12 dias após o átrio das partidas ter sido alvo de um atentado suicida reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, anunciou o seu presidente executivo.

Numa primeira fase haverá menos voos e os procedimentos de segurança serão reforçados, mas o objetivo é retomar a normalidade do funcionamento logo que possível. Arnaud Feist, presidente executivo do aeroporto da capital, anunciou a realização, no domingo de três voos operados pela Brussels Airlines com destino a Faro, Atenas e Turim.

Antes de entrarem no edifício, será feito um controlo prévio sistemático de todas as pessoas que desejem entrar no aeroporto. Vamos controlar os documento de viagem, de identidade e, naturalmente, compará-los", disse, à Euronews, Michael Jonniaux, porta-voz da polícia federal belga.

Arnaud Feist, presidente executivo do aeroporto da capital belga, afirmou, em conferência de imprensa, que a reabertura do aeroporto é “um sinal de esperança, que demonstra o desejo e a vontade de ultrapassar este desafio e não ceder”.

O acesso ao aeroporto só será possível de carro, haverá câmaras especiais para a leitura de matrículas e os automóveis vão ser inspecionados aleatoriamente. A zona de check-in, afetada nos atentados de 22 de março, irá funcionar provisoriamente com capacidade para 800 passageiros por hora, ou seja, cerca de 20 por cento da sua normal capacidade. 

Bruxelas foi alvo de dois atentados bombistas, no aeroporto e na estação de metro de Maalbeck, a 22 de março, que vitimou mais de 30 pessoas e feriu 340. O ataque foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico mas Salah Abdeslam, que foi detido a 18 de março após quatro meses em fuga, disse não ter estado envolvido nos atentados