Uma mulher residente em Carolina do Sul, nos EUA, foi condenada a 20 anos de prisão depois ter matado a sua filha, de apenas seis semanas, ao tomar morfina e amamentar a bebé.

A antiga enfermeira, de 39 anos, Stephanie Greene foi sentenciada na última sexta-feira por homicídio involuntário, conduta ilegal para com uma criança e abuso de crianças.

A menina Alexis, com apenas algumas semanas de vida, teve em novembro de 2010 uma falha respiratória que acabaria por confirmar a sua morte.

Um exame de toxicologia feito a partir da autópsia mostrou que o corpo da criança evidenciava uma quantidade de morfina capaz de ser letal até para um adulto.

O promotor de justiça Barry Barnette afirmou que Greene estava consciente dos perigos de tomar analgésicos enquanto amamentava. O advogado disse ainda que a mãe escondeu a gravidez dos médicos para que estes continuassem a prescrever-lhe os medicamentos.

O advogado de Greene, Rauch Wise, defendeu, por outro lado, que os promotores não eram capazes de provar de que forma é que a morfina entrou no organismo da criança e que existe apenas uma pequena evidência de que este fármaco poderá matar através da amamentação.

A defesa alegou ainda que a antiga enfermeira estava a tomar medicamentos devido às dores que sofria em consequência de um acidente de carro que sofreu há 10 anos.

Alexis nasceu saudável, mas seis semanas depois a mãe foi obrigada a chamar ajuda médica, uma vez que a bebé estava inconsciente na cama.

Na gravação da conversa, a mulher parecia embriagada e desconcentrada. Quando as autoridades chegaram ao local encontraram dezenas de frascos de comprimidos e de analgésicos, que estariam ao alcance do filho de 4 anos.

Greene perdeu a sua licença, em 2004, por tentar ter acesso a medicamentos de forma ilegal.