O cessar-fogo no conflito sírio, acordado entre os Estados Unidos e a Rússia, começou esta segunda-feira. Nas últimas horas, antes do recolher das armas, os bombardeamentos e combates de ambos os lados intensificaram-se e vitimaram pelo menos 90 pessoas.

Esta a segunda vez, em cinco anos de guerra civil, que as duas nações acordam um cessar-fogo.

Nos primeiros momentos de paz dissimulada, o exército sírio reagiu e diz que se irá viver um “regime de calma” de sete dias, sem renunciar por completo ao conflito armado, em caso do acordo ser violado por aquilo que classificam serem “grupos armados”.

Do outro lado da barricada estão os grupos de rebeldes que lutam contra o regime de Bashar al-Assad. Os rebeldes ainda não revelaram, publicamente, se vão ou não respeitar o acordo de cessar-fogo.

Recorde-se que a Rússia é um dos maiores financiadores do governo de Assad, enquanto que os Estados Unidos e a Turquia estão do lado oposto, apoiando os rebeldes que lutam para derrubar o regime sírio.

Este acordo de cessar-fogo tem como objetivo permitir o acesso da ajuda humanitária às populações que estão em zonas não abrangidas pelo acordo. Há localidades ainda dominadas pelo Estado Islâmico e por radicais ligados à antiga filial da Al-Qaeda na Síria, como é o caso da Frente de al-Nusra onde milhares de pessoas estão encurraladas e sem auxílio humanitário.