Sem dizer nomes de países, o presidente sírio, Bashar al Assad, acusa aqueles que apoiam os rebeldes e reconhece o altruísmo da Rússia e do Irão para ajudar as forças leais ao regime a recuperarem território.

De acordo com a AFP, que cita a agência SANA, Assad terá dito que houve “ganhos importantes do exército sírio no seu combate ao terrorismo, com o apoio dos amigos Rússia e Irão”, mas “acusou outros países de fazerem de conta que estão a combater o terrorismo quando, afinal, estão sim a financiar grupos terroristas”.

O conflito na Síria, que começou com o desejo de uma fação de pôr fim ao poder de Bashar al Assad, no seguimento das “primaveras árabes” que se verificaram em vários países, já dura há quatro anos. Estes dois lados, ganharam um inimigo comum: o Estado Islâmico. E a guerra civil interna extravasou, assim, as fronteiras da Síria, levando as grandes potências mundiais a apontarem os bombardeiros para aquele país, vizinho do Iraque, com o qual os jihadistas espalham o seu objetivo de construir um califado. País fronteira com a Turquia, tão perto da Europa.

Assad e o futuro da Síria, da guerra de palavras à guerra dos números. A notícia da AFP deste domingo foi lançada no dia em que o Observatório dos Direitos Humanos na Síria informou que 18 civis foram mortos e 40 ficaram feridos num ataque aéreo alegadamente perpetrado pela Rússia numa cidade que está nas mãos dos rebeldes.

O mesmo Observatório também fez saber que se estima que o número de vítimas do Estado Islâmico, desde junho, ultrapasse as 3500, sendo que duas mil são civis.

É no combate ao Estado Islâmico que estão supostamente concentradas as forças aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, e a Rússia, embora não ajam numa ação concertada.

Os ataques a Paris de 13 de novembro, foram justificados como uma retaliação à França pelo seu combate ao Estado Islâmico, na Síria. Mas, Hollande não se intimidou e prometeu o combate aos jihadistas.

E, para isso, ganhou um aliado de peso, David Cameron considerou que juntar-se aos bombardeamentos às posições do Estado Islâmico na Síria, era “a coisa certa” para o Reino Unido fazer, apesar dos receios da população de que o massacre de que a capital francesa foi alvo se repita em Inglaterra.