Um jornalista norte-americano, conhecido por ter coberto a atividade do grupo de piratas informáticas Anonymous, e que chegou a ser considerado o seu porta-voz informal, foi condenado a 63 meses de prisão.

O processo de Barrett Brown, de 33 anos e que estava detido desde 2012, mobilizou os defensores da liberdade de imprensa.

Num primeiro tempo foi acusado de colaboração com os piratas informáticos, mas no final confessou-se culpado em acusações de menor importância.
«Os Estados Unidos da Injustiça: Barrett Brown condenado a 63 meses numa prisão federal», divulgou na rede social Twitter o grupo de apoio ao jornalista «Free Barrett Brown» («Libertem Barrett Brown»), depois de pronunciada a sentença, em Dallas, no Estado do Texas.

O jornalista, que escreveu para títulos como a «Vanity Fair» ou o «Huffington Post», é visto por alguns como um apoio do grupo Anonymous e foi acusado por ter colocado ligações a sítios na internet com informações roubadas à empresa de segurança Stratfor Global Intelligence em 2011.

Na sua defesa, Barrett Brown lamentou que o governo o «ameace com dezenas de anos de prisão por ter copiado e colocado uma ligação disponível publicamente, que outros jornalistas também difundiram sem serem acusados».

O jornalista e os seus apoiantes, como os Repórteres Sem Fronteiras, tinham solicitado que a sua pena correspondesse apenas ao tempo já passado na prisão, ou seja 30 meses.