Notícia atualizada

O protocolo de segurança e prevenção para o vírus do ébola foi esta quinta-feira de manhã ativado no aeroporto de Barajas, em Madrid, após comunicação de que havia um passageiro doente, com «tremores e febre».

As autoridades sanitárias confirmaram ao «El País» a ocorrência, mas desconhecem-se mais dados sobre o estado de saúde do passageiro, que foi internado no hospital Carlos III, em Madrid, o mesmo onde está a auxiliar de enfermagem infetada com o vírus.

Antes de chegar a Espanha, o homem com sintomas suspeitos da doença fez escala no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, depois de ter ingressado num voo com origem na Nigéria.

No avião viajavam mais 183 passageiros e tripulantes. A ministra da Saúde espanhola, Ana Mato, explicou que todos aqueles que seguiam no avião da Air France passaram pela triagem no aeroporto e deixaram os dados pessoais, bem como foram informados das medidas a tomarem caso sentissem alguns dos sintomas do vírus.

A Nigéria é um país africano vizinho da Serra Leoa e da Guiné-Conacri, países onde o surto de ébola atinge graves proporções, a par da Libéria.

A notícia surge no mesmo dia em que os membros da União Europeia se reuniram para discutir os perigos do ébola. Na conclusão da reunião, os ministros da Saúde da União Europeia decidiram lançar uma revisão imediata da monitorização dos passageiros com origem nos países atingidos pelo Ébola na África Ocidental.

A Comissão Europeia «vai lançar imediatamente uma auditoria aos sistemas de monitorização à saída dos países afetados para verificar a sua eficácia e reforçá-los, se necessário», um trabalho que será realizado em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), disse o comissário da saúde aos jornalistas, no final do encontro de governantes em Bruxelas.

Em Espanha, há várias pessoas internadas com suspeitas do vírus do ébola. Aguardam isoladas que passe o período de incubação do vírus.

O caso mais grave e confirmado é o da auxiliar de enfermagem Teresa Romero, infetada no próprio hospital, quando fez parte da equipa que tratou um missionário infetado transferido da Serra Leoa e que acabou por não resistir à febre hemorrágica.