O Presidente norte-americano, Barack Obama, assegurou este sábado que os Estados Unidos “não estão divididos como alguns sugerem”, depois do assassínio de cinco polícias e a morte de dois afro-americanos devido à violência policial, durante esta semana.

Por muito dolorosa que tenha sido esta semana, acredito que os Estados Unidos não estão divididos como alguns têm sugerido”, afirmou Barack Obama, em conferência de imprensa em Varsóvia, realizada após o final da cimeira da NATO.

Barack Obama salientou que a pessoa que matou os cinco polícias em Dallas, Texas, era “demente” e não representa os afro-americanos, tal como os polícias que mataram afro-americanos não representam os norte-americanos brancos.

O chefe de Estado norte-americano disse ainda que é "difícil compreender as motivações do atirador de Dallas", mas voltou a frisar que é preciso combater o acesso fácil a armas de fogo no país.

Obama relembrou que nos episódios desta semana, em que dois afro-americanos foram mortos pela polícia, os homens tinham armas consigo. Esta não é a primeira vez que a presença de armas licenciadas nas mãos de civis termina em tragédia depois de confrontos com a polícia.

Em Minneapolis, ainda não sabemos o que aconteceu, mas sabemos que havia uma arma no carro, aparentemente, legalizada mas que causou, de alguma forma, esses acontecimentos trágicos", disse o presidente norte-americano.

"Não podemos simplesmente ignorar e fingir que é de alguma forma uma coisa política", acrescentou e considerou que a presença de armas na sociedade "é um factor que contribui, mas não o único, para as mais amplas tensões entre a polícia e as comunidades onde eles servem."