Barack Obama deu esta segunda-feira à noite uma entrevista à cadeia de televisão CNN. Nela, o presidente norte-americano avisou Bashar al Assad de que os Estados Unidos não descansarão enquanto não retirarem as armas químicas da Síria.

«Vamos levar isto a sério», disse o presidente dos Estados Unidos.

Obama reconhece que as conversações estão a ter mais frutos mas diz também que só com a ameaça de um ataque é que houve abertura sincera para algum diálogo.

Também esta segunda-feira, Hillary Clinton mostrou-se satisfeita com a possibilidade de diálogo com o regime sírio, mas avisou que esta não pode ser mais uma desculpa para Bashar al Assad ganhar tempo.

A ex-secretária de Estado norte-americana disse ainda que a Rússia terá de ser responsabilizada se não apoiar de forma sincera a comunidade internacional.

As declarações de Obama e Hillary Clinton surgem depois do presidente da Síria ter ameaçado com uma retaliação violenta caso seja atacado por forças internacionais.

A ameaça de Bashar al-Assad foi dirigida especificamente aos Estados Unidos, lembrando que também ninguém conseguiu prever o 11 de Setembro



O Presidente dos EUA, Barack Obama, disse não estar certo do apoio do Congresso a uma utilização da força militar contra a Síria, durante uma entrevista à televisão NBC.

Questionado sobre se estava «confiante» quanto ao voto dos parlamentares de uma resolução autorizando o ataque ao regime do Presidente Bachar al-Assad, Obama respondeu: «Não digo que estou confiante. [Mas] confio que os eleitos do Congresso estão a tratar esta questão muito a sério e a estudá-la de perto».

Sobre a proposta russa de colocar o arsenal químico sírio sobre controlo internacional, Obama considerou-a um «desenvolvimento positivo» no conflito e prometeu levá-la «a sério».

Já à ABC, durante uma das seis entrevistas que gravou na segunda-feira na Casa Branca para defender o seu plano de ataque à Síria, Obama afirmou que um ataque militar seria suspenso «imediatamente» se Al-Assad colocasse o seu arsenal químico sob controlo internacional.

O Presidente norte-americano desloca-se esta terça-feira ao Capitólio, antes de fazer um discurso pela televisão, como parte da sua campanha de convencer o Congresso e a opinião pública da urgência de atacar a Síria.

Entretanto, na segunda-feira, o líder da maioria democrata na Senado, Harry Reid, anunciou o adiamento da votação da proposta de resolução que autoriza o recurso à força na Síria, no seguimento da proposta russa sobre o arsenal químico sírio.

«Não penso que tenhamos necessidade» de votar rapidamente, disse Reid, horas depois de ter programado a votação para quarta-feira.

«Vamos dar ao Presidente a oportunidade de falar aos 100 senadores e aos 300 milhões de [norte-]americanos antes de votarmos», cita a Lusa.