O Presidente norte-americano, Barack Obama, apelou aos países de todo o Mundo, em particular os árabes, para que se unam na luta para «desmantelar a rede de morte» do grupo «jihadista» Estado Islâmico (EI).

No seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Obama destacou que não se trata de uma «guerra contra o Islão».

«Aqueles que se uniram ao EI deveriam abandonar o campo de batalha enquanto podem porque não sucumbiremos às suas ameaças, e demostraremos que o futuro pertence àqueles que constroem, não aos que destroem», disse o Presidente norte-americano.

Os Estados Unidos, continuou, «vão trabalhar com uma coligação alargada para desmantelar esta rede de morte».

«Hoje, eu peço ao mundo que se junte a este esforço», destacou.

Os Estados Unidos levaram esta quarta-feira a cabo um novo ataque a alvos do EI no Iraque e na Síria. No bombardeamento à cidade síria, uma fonte das Forças Armadas americanas, que falou à Reuters sob a condição de anonimato, acredita ter morto Mohsin al-Fadhli, líder de um grupo com ligações à al Qaeda conhecido como Khorasan.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, considerou que os direitos humanos estão «a ser atacados» em todo o mundo, na abertura da sessão anual da Assembleia geral da ONU.

«Das bombas barril, às decapitações, da fome deliberada imposta aos civis, aos ataques a hospitais, abrigos da ONU e comboios de ajuda humanitária, os direitos humanos e o Estado de direito estão sob ataques», disse o chefe da ONU em Nova Iorque, perante os representantes de 193 países que integram a Assembleia.

Ban Ki-moon fez referência a todos os atuais conflitos, desde Gaza à Síria e Iraque, passando pela Ucrânia ou República Centro-Africana, e lamentou «um ano terrível para os princípios inscritos na Carta das Nações Unidas».