O presidente norte-americano resolveu aproveitar a visita ao Reino Unido para fazer um apelo aos súbitos de Isabel II para não abandonarem a União Europeia. Conselhos do “amigo” Barack Obama, que invoca razões históricas para se dirigir, na primeira pessoa, aos britânicos,

Num artigo de opinião publicado no jornal britânico, Daily Telegraph, Barack Obama revela o seu ponto de vista sobre o “Brexit”. Segundo Obama, uma saída do Reino Unido da União Europeia pode enfraquecer o Ocidente, deixando elogios ao país que tem contribuído para um mundo melhor e mais livre.

“Como vosso amigo, digo-vos que a União Europeia faz a Grã-Bretanha ainda maior”. E, no mesmo tom: “A União Europeia não retira influência ao Reino Unido, engrandece-a".

Os Estados Unidos entendem que a sua voz forte [do Reino Unido] na Europa, assegura que a Europa tenha uma posição forte no mundo, de horizontes abertos, voltada para o exterior e intimamente ligada aos aliados do outro lado do Atlântico”. 

Afirmação que justifica que o presidente americano escreva, “com a candura de um amigo, que a vossa [dos britânicos] decisão, é de grande interesse para os Estados Unidos”.

Juntos, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia transformaram séculos de guerra na Europa em décadas de paz, e trabalharam juntos para fazer do mundo um lugar melhor e mais seguro”.

Visita de Obama vem em boa altura?

No texto, Barack Obama não passa ao lado das críticas ao momento da sua visita. “Tenho notado que o momento da minha vida tem sido alvo de especulação e alguma controvérsia. Confesso: queria dar os parabéns a Sua Majestade”.

Barack Obama até pode aproveitar esta visita para dar os parabéns a Isabel II, que na quinta-feira fez 90 anos, mas vai ter vários encontros durante a sua estadia em Londres. Desde logo, com o primeiro-ministro, David Cameron.

Os britânicos pronunciam-se sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, em referendo, a 23 de junho. Até lá, há campanhas pelo “sim” à UE e “não” à UE. Boris Johnson, o autarca de Londres, nascido em Nova Iorque, já veio dizer, a este propósito, que os britânicos não precisam de lições dos americanos, de acordo com a Reuters.