As autoridades malianas entraram, esta sexta-feira, no hotel Radisson de Bamako, capital do Mali, sob sequestro de um grupo armado, desde a madrugada. As forças policiais tomaram de assalto o hotel um pouco antes das 11:00 locais (a mesma hora em Lisboa).
 
Ao todo, 10 homens armados atacaram o hotel Radisson, em Bamako. chegaram num carro com matrícula diplomática.

Os terroristas fizeram 170 reféns - 140 hóspedes e 30 funcionários. Os sequestradores foram libertando os reféns que sabiam recitar o Corão. De acordo com a AFP, pelo menos 80 reféns tinham sido libertados, após a intervenção policial.

De acordo com a Qatari Al Jazeera TV, os terroristas que atacaram o hotel Radisson, em Bomako, pertencem ao "Ansar al-Din", que na tradução literal quer dizer "os adeptos da religião". O correspondente daquela televisão descreve-os como sendo "um grupo militar extremista que quer implementar a Sharia islâmica no Mali".

Entrevistado pela France 24, um refém conta que se escondeu no quarto, mas que viu vários mortos e que foram momentos horríveis. "Vi cadáveres. Foi horrível. Escondi-me no meu quarto. Alguns segundos depois arrombaram a porta e pediram-nos para sair", contou.
 

Três jihaditas terão sido mortos


Há informações da morte de pelo menos três reféns - dois malianos e um francês - e dois seguranças feridos. Entretanto, fontes militares disseram ao repórter do The Guardian, no local, que três dos jihadistas que invadiram o prédio foram mortos, mas esta não é ainda uma informação confirmada. 

Várias ambulâncias e veículos da ONU estão junto ao hotel. Há relato de várias pessoas feridas que estão a ser transportadas para receber tratamento hospitalar. 

Em agosto, também no Mali,  outro hotel foi fustigado por um ataque protagonizado por extremistas islâmicos, com tomada de reféns durante 24 horas. Dessa vez, quatro soldados, cinco funcionários da ONU e quatro dos atacantes foram mortos. 

O Norte do Mali foi ocupado por islamistas, alguns com ligações à Al-Qaeda. Foram travados pelas forças de segurança francesas, mas continua a haver relatos de focos de violência.