Mais de 10.000 pessoas em oito países foram infetadas com o vírus Ébola e quase metade, 4.922, morreram, segundo um novo balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado hoje.

No total, registaram-se 10.141 casos de infeção pelo vírus: 4.655 na Libéria, 3.896 na Serra Leoa, 1.553 na Guiné-Conacri, 20 na Nigéria, quatro nos Estados Unidos, um no Senegal, um em Espanha e um no Mali.

O anterior balanço da OMS, divulgado na quarta-feira, era de 9.936 casos de infeção, 4.877 dos quais mortais.

Esta sexta-feira deu-se o mais recente caso de sucesso. A enfermeira de Dallas, Nina Pham, ficou finalmente livre do vírus ébola, depois de a doença ter sido diagnosticada a 13 de outubro, anunciaram as autoridades de saúde dos Estados Unidos.

A profissional contraiu o vírus ao ajudar a tratar o primeiro homem a viajar da Nigéria para os EUA com ébola, e que acabou por morrer em solo norte-americano. Nina Pham começou a ser tratada precisamente em Dallas, mas foi depois transferida para o hospital de Maryland.

Foi filmada pelo médico que a seguia durante o internamento, num vídeo onde apareceu lavada em lágrimas, dirigindo palavras de carinho aos colegas responsáveis pelo seu tratamento.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu este sábado aos norte-americanos que se «guiem pelos factos e não pelo medo», numa tentativa de conter o alarme causado pelo primeiro diagnóstico de Ébola em Nova Iorque.

«Há doentes que conseguem vencer a doença. E nós conseguimos vencer a doença», disse Obama no discurso semanal ao país.

O Presidente apontou o caso de Dallas (Texas), onde a 08 de outubro morreu o primeiro doente diagnosticado com Ébola nos Estados Unidos, o liberiano Thomas Eric Duncan, e, há uma semana, as quase 50 pessoas postas de quarentena por terem contactado com ele chegaram ao final dos 21 dias do período de incubação sem qualquer sintoma.