No sábado à noite, explodiu um carro-armadilhado na rua de Karrada, na capital do Iraque, Bagdad. Mais de 200 pessoas morreram, outras 200 ficaram feridas, entre elas muitas crianças e mulheres que conseguiram sobreviver ao impacto directo das explosões mas não resistiram à força das chamas. Algumas, encurraladas num centro comercial ali perto, morreram carbonizadas ou sufocaram até ao último sopro de vida.

O autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o atentado, através de um comunicado divulgado nas suas plataformas online. A organização terrorista, de extremistas sunitas, alertava que os ataques "dos mujahedin [combatentes] contra os Rafidha [xiitas] não vão parar."

Aliás, este foi o atentado mais sangrento no Iraque desde Julho de 2015. E em apenas uma semana, radicais islâmicos mataram 40 pessoas no aeroporto de Istambul, Turquia. Outras 20 pessoas foram assassinadas num restaurante em Daca, Bangladesh. E mais 42 em vários locais do Iémen. Todos eles aconteceram no espaço de uma semana, todos eles reivindicados pelo Estado Islâmico.

Por outro lado, as explosões em Bagdad coincidem com os raides aéreos da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos contra militantes do Estado Islâmico que fugiam de Falluja, na passada quarta-feira. E numa altura em que as forças militares do Iraque tentam travar os avanços dos radicais islâmicos, a capital do país volta a ser alvo de um atentado terrorista. Ainda no passado mês de maio, o grupo de extremistas sunitas conduziu cinco ataques em apenas seis dias, sendo responsável por mais de uma centena de mortes.

Além dos ataques em Istambul, Daca ou Iémen, o mês do Ramadão no Médio Oriente fica ainda marcado por outros dois atentados cometidos por bombistas-suicidas ao serviço do Estado Islâmico, na Jordânia e no Líbano. Um total de 12 pessoas perderam a vida.