A Air Algerie avança, esta quinta-feira à tarde, na conta do Twitter da empresa, que o avião MD80, fretado à companhia espanhola SwiftAir e desaparecido durante a manhã, se despenhou no Mali. Há informações avançadas pela imprensa internacional e ainda não confirmadas de que os primeiros destroços foram já localizados na região de Tilemsi, a 70 quilómetros de Gao, o último ponto onde se dizia inicialmente que o aparelho tinha estabelecido contacto.





As notícias em torno do voo AH5017, que fazia a ligação entre Ouagadougou, no Burkina Faso, e Argel, a capital da Argélia, têm assumido versões contraditórias. A agência Reuters avançou ao início da tarde que o aparelho se despenhou, citando fontes das autoridades aéreas argelinas. A BBC adiantava que o aparelho teria estabelecido contacto com uma torre de controlo no Níger, o que dava corpo à hipótese de o aparelho se ter despenhado junto a Niamey.

Contudo, pouco antes das 16:00, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros vinha levantar dúvidas sobre esta hipótese. «Apesar dos intensivos esforços, ainda não há sinal do avião e ele ainda não foi encontrado», assegurava Laurent Fabius, em declarações aos jornalistas em Paris.

O ministro adiantava contudo que «o avião provavelmente despenhou-se».

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Informações contraditórias também acerca das nacionalidades das vítimas. Sabe-se que os seis tripulantes eram espanhóis. Inicialmente, falava-se em 50 franceses, mas Laurent Fabius disse que eram 51.





O avião voava de Ouagadougou, no Burkina Faso, para Argel, a capital da Argélia (assinalados a vermelho) e terá perdido contato em Gao, no Mali (assinalado a azul)


O jornal britânico «The Guardian» adianta que o aparelho desapareceu durante uma tempestade de areia.

O aeroporto de Ouagadougou divulgou entretanto a informação de que a filha de Raul Castro, sobrinha do líder cubano Fidel Castro, estaria a bordo. Uma informação entretanto desmentida pela própria Mariela Castro, num telefonema que fez para a Telesur.

O avião MD83 que se despenhou foi a aeronave oficial do Real Madrid durante dois anos, até 2009. Chamava-se «La Saeta» em homenagem a Alfredo Di Stéfano.