Separatistas pró-russos no leste da Ucrânia afirmam ter encontrado a caixa-negra do voo MH17, que se despenhou esta quinta-feira com 295 pessoas a bordo, informou a agência russa Interfax.

Ao que tudo indica, de acordo com um conselheiro do ministro ucraniano do Interior, o avião terá sido abatido por um míssil terra-ar russo quando entrava na região de Donetsk, onde decorrem combates entre tropas ucranianas e separatistas russos.

Segundo a agência «RIA», citada pela Reuters, os separatistas estão dispostos a parar os combates até três dias para permitir a recolha dos destroços e dos corpos das vítimas do acidente.

Os rebeldes estavam em conversações com representantes das autoridades nacionais para permitirem o acesso ao local dos destroços de organizações internacionais, segundo disse Alexander Boraday, o auto-intitulado presidente da República Popular de Donetsk.

No entanto, o chefe do departamento de emergências da Ucrânia considera que a presença dos pró-russos significa que as buscas no local estão a ser feitas por «terroristas armados».

«As buscas são difíceis porque estamos a falar de uma área grande, mas também porque terroristas armados no local estão a dificultar as coisas», disse Serhiy Bochkovsky aos jornalistas.

Entretanto, o presidente ucraniano Petro Poroshenko já afirmou que criou um conselho de investigação para apurar o que aconteceu e recusa as acusações dos separatistas que afirmam que o míssil que destruiu o avião partiu do Governo ucraniano. Poroshenko, que já tinha, também, acusado a Rússia de ter abatido um avião militar do governo de Kiev.

Por sua vez, o presidente da Rússia já enviou as suas «sinceras condolências» ao primeiro-ministro da Malásia e às famílias das vítimas, e o seu Executivo já recusou qualquer responsabilidade no abate do avião militar.