A Japan Airlines (JAL) indicou, esta segunda-feira, ter informado a Boeing de um eventual problema no sistema de bateria de um 787 Dreamliner, após se ter acendido uma luz de advertência.

O alerta figura como o mais recente de uma série de problemas do avião, os quais obrigaram inclusive a frota mundial de aeronaves deste modelo a ficarem em terra, no início deste ano, devido a preocupações relacionadas com as baterias de lítio.

A JAL indicou que os pilotos foram alertados de que havia um problema com a bateria ligada à unidade auxiliar de energia do avião durante um voo entre Helsínquia e Tóquio na passada sexta-feira.

Um problema que não teve qualquer consequência, mas cuja causa é desconhecida.

Os sistemas de monitorização do motor mostram que a voltagem e a corrente elétrica estavam dentro dos padrões normais, indicou um porta-voz da JAL.

«Depois da chegada mudámos a bateria auxiliar e o carregador e o avião está de volta à operação normal», disse, citada pela AFP.

O referido sinal de advertência desligou-se após a mudança.

A JAL e a rival All Nippon Airways (ANA), o maior operador singular de 787, estão entre as companhias atingidas pelos problemas da Boeing, em que se inclui um incêndio, que obrigaram a frota a ficar em terra em todo o mundo.

A Boeing reconheceu, em abril, apesar de meses de testes, desconhecer a causa raiz dos problemas, mas fez alterações que disse que iam garantir que os problemas não se iriam repetir.

Desde então, os Dreamliners têm experienciado falhas menores, incluindo uma falha com o sensor de pressão de ar o sistema de travões.

Em outubro, um problema nas casas de banho forçaram pilotos da JAL a fazer regressar o avião pouco depois de ter deixado Moscovo com destino a Tóquio.