A Europa deve mudar as caixas negras dos aviões, para que seja mais fácil encontrá-las em caso de acidente, defende a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA). É uma reação ao desaparecimento do voo MH370 da Malásia Airlines, a 8 de março, com 239 passageiros a bordo e que continua por encontrar.

A AESA publicou nesta terça-feira novas propostas que passam por prolongar a bateria dos dispositivos de transmissão integrados nas caixas negras de 30 para 90 dias, por equipar novos aviões com uma nova frequência de sinal que torne mais fácil localizá-los debaixo de água e aumentar de duas para 20 horas a capacidade dos gravadores de voz nos cockpits.

«O trágico voo MH370 demonstra que a segurança nunca pode ser dada por adquirida. As mudanças propostas deverão aumentar a segurança, ao facilitarem a recuperação de informação pelas autoridades de investigação de segurança», diz Patrick Ky, diretor da AESA, citado pela BBC.

Até hoje não se sabe o que aconteceu ao voo MH370, nem o motivo porque se desviou tanto da rota, e as as operações de busca pelos destroços, que se centraram ao largo de Perth, na Austrália, têm sido infrutíferas.

Representantes dos vários países envolvidos devem encontrar-se em Camberra nesta quarta-feira para decidir o que fazer a seguir. A Austrália já avisou que a próxima fase de pesquisas pode durar até um ano.