As companhias aéreas Easyjet, Norwegian, Icelandair e Air Transat anunciaram esta quinta-feira que passaram a impor a presença em permanência de duas pessoas no cockpit dos aviões, numa reação à informação de que o acidente da Germanwings foi provocado pelo copiloto.

A medida já foi aplaudida nas redes sociais:
 
A presidente executiva da companhia aérea Easyjet, Carolyn McCall, adiantou que os procedimentos de segurança no cockpit de aviões da companhia serão alterados para que estejam sempre duas pessoas no interior.

«Vamos mudar o nosso procedimento para que estejam sempre duas pessoas no cockpit», afirmou a responsável para quem outras companhias devem adotar a mesma medida.

Tal como já tinha dito um responsável da Norwegian.

«Quando um ocupante sair do cockpit, passará a ser exigido que nele permaneçam duas pessoas», explicou o responsável de operações de voo da companhia low cost norueguesa Norwegian, Thomas Hesthammer, à agência France Presse.


Carolyn McCall, que falava no final da inauguração da nova base do Porto da companhia aérea, garantiu que os protocolos de segurança da Easyjet são «muito elevados» e que os pilotos são avaliados com frequência, quer pelas suas capacidades técnicas como pelas de liderança.

Para a presidente, ainda que o acidente tenha ocorrido com a Germanwings, esta não é «uma situação sobre low-costs, mas sobre uma companhia aérea e um ser humano».

Ainda sobre o acidente que ocorreu com o avião da Germanwings, frisou que este deve servir para aprendizagem das companhias aéreas mundiais.

Depois destas companhias aéreas terem tomado por livre iniciativa esta medida, a ministra dos Transportes Lisa Raitt anunciou que as companhias canadianas vão ser obrigadas a ter sempre duas pessoas no cockpit, noticia a Reuters.

As duas maiores companhias canadianas são a AirCanada e a WestJetAirlines

Suicídios no ar são raros, mas este não é caso único

A análise da gravação do som do cockpit do Airbus A320 da Germanwings que na terça-feira se despenhou nos Alpes franceses com 150 pessoas a bordo concluiu que o copiloto provocou o acidente quando estava sozinho no ‘cockpit’, depois de impedir a entrada do piloto.

O procurador de Marselha explicou esta quinta-feira que a decisão de quebrar a barreira de segurança, ao carregar no botão que baixa a altitude do avião, foi um «ato voluntário» que indica que o copiloto teve a intenção de provocar o acidente.

Entretanto, na Alemanha, estão a ser efetuadas buscas para saber por que razão o copiloto fez cair o aparelho. O que sabemos sobre o copiloto Andreas Lubitz?