O corpo de aviação civil das Nações Unidas afirmou, esta sexta-feira, que não é da sua responsabilidade emitir avisos de potenciais perigos para aviões civis, como zonas de conflito militar, registando que esse é um trabalho de cada nação.

«A Autoridade Internacional de Aviação Civil (ICAO, sigla em inglês) não declara um espaço aéreo seguro ou perigoso nem acata outras responsabilidades que digam respeito aos serviços de aviação civil», afirmou Anthony Philbin, porta-voz da entidade, segundo a Reuters.

O ministro dos Transportes da Malásia tinha afirmado, esta sexta-feira, que a ICAO havia fechado a rota aérea sobre a Ucrânia, depois do desastre de ontem que vitimou 298 pessoas.

A ICAO garante que não tem poder para abrir ou fechar rotas aéreas.

Um avião da Malaysia Airlines despenhou-se na Ucrânia na quinta-feira, perto da fronteira com a Rússia, e fez 298 vítimas mortais, transformando-se de imediato num dos maiores acidentes aéreos da história, enquanto se conclui o que levou à queda do avião. Das famílias aos chefes de Estados, todos pedem que o caso seja investigado.

Enquanto os separatistas pró-russos, e a própria Rússia, negam envolvimento no desatre, o presidente da Ucrânia, o presidente dos EUA, e recentemente o Reino Unido, aceditam que a aeronave terá sido abatida por um míssil dos rebeldes separatistas.

O voo fazia ligação entre Amesterdão, Holanda, e Kuala Lumpur, na Malásia.