Um avião Airbus A320 despenhou-se nos Alpes franceses, esta manhã. O aparelho seguia de Barcelona, em Espanha, para Dusseldorf, na Alemanha. No avião da Germanwings, uma companhia low-cost alemã, iam 144 passageiros, dois pilotos e quatro membros da equipa de voo.

A maioria das vítimas é alemã. Entre as vítimas há ainda 45 espanhóis e cidadãos turcos. O avião desintegrou-se, segundo vários relatos, e o acesso aos destroços é muito difícil. Testemunhas relataram aos media internacionais que ouviram «um barulho ensurdecedor», como «uma bomba» ou «uma avalanche» nas montanhas.
 
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O avião despenhou-se na região entre Digne-les-Bains e Barcelonnette. Os destroços são apenas acessíveis por via aérea, pois o aparelho despenhou-se numa zona montanhosa, a dois mil metros de altitude. As imagens que chegam do local mostram que as equipas de resgate já caminham entre os destroços.



Não são ainda conhecidas as causas do acidente. Inicialmente, a meteorologia francesa admitiu a possibilidade do aparelho ter encontrado tempo instável, mas mais tarde, num comunicado, o instituto assumiu que o tempo no local do acidente estava «particularmente tranquilo».  

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O governo francês já afirmou que está aberta a investigação às causas do acidente e o primeiro-ministro admitiu que não podem ser excluídas quaisquer hipóteses. Um porta-voz do ministério do Interior foi mais longe e admitiu que a pista terrorista também ia ser seguida. No entanto, a vice-presidente da Lufthansa afirmou que tratou-se de um acidente e que tudo o resto é «especulação». 

De acordo com o site FlightRadar, o voo 4U9525 despenhou-se quando estava a 38 mil pés de altitude, tendo sido perdido o sinal aos 6800 pés. O avião viajou durante 46 minutos antes de cair. As informações acabaram por ser mais tarde confirmadas na conferência de imprensa da companhia aérea, Germanwings. 



O presidente francês, François Hollande, foi a primeira autoridade de Estado a assumir que a esperança de encontrar sobreviventes era nula. Citado pela France Presse, Hollande anunciou que «as condições do acidente fazem pensar que não há nenhum sobrevivente». Angela Merkel também reagiu e lamentou a tragédia, indicando que já contactou com Hollande e Rajoy e que vai trabalhar com as autoridades francesas para encontrar as causas do acidente. A chanceler adiantou ainda que já amanhã vai ao local do acidente, tal como Rajoy e Hollande.

O ministro do Interior francês foi para o local e ordenou a abertura de um gabinete de crise.

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O aparelho tinha 25 anos e este é o maior acidente aéreo em França desde a queda do Concorde, em Paris, a 25 de julho de 2000. Um A320 já tinha caído, em França, a 20 de janeiro de 1992. Na conferência de imprensa, o presidente da companhia aérea adiantou que a última grande inspecção tinha ocorrido no verão de 2013 e que o piloto tinha 10 anos de experiência e mais de seis mil horas de voo. A companhia aérea também adiantou que o avião foi alvo de uma inspeção ontem e que tudo «estava em ordem». 

Inicialmente, o secretário de Estado dos Transportes de França, Alain Vidalies, anunciou que o piloto do avião emitiu um pedido de ajuda momentos antes da queda do aparelho. No entanto, à AFP, fonte da Direção Geral de Aviação Civil precisou que não houve qualquer alerta da tripulação e que a decisão de colocar o avião em sinal de perigo partiu dos controladores aéreos por não terem qualquer contacto com o aparelho.

MAPA DA ROTA E QUEDA DO AVIÃO

O Governo espanhol, através da vice-primeira-ministra, confirmou que entre as vítimas estão 45 espanhóis. O primeiro-ministro cancelou de imediato a agenda. Os reis de Espanha estão numa visita oficial a Paris e foi lá que foram informados da tragédia. Numa conferência de imprensa, ao lado de Hollande, indicaram que as vítimas são alemãs, espanholas e turcas. A imprensa espanhola está a avançar que a maioria das vítimas são turistas alemães que regressavam de Barcelona e de Palma de Maiorca.

As equipas de resgate estão no vale junto à montanha Estrop, que tem 2.981 metros de altura. As primeiras informações dão conta de um cenário devastador. Corpos e destroços espalhados pelo terreno, com relatos de que o maior destroço que se avista terá o tamanho de um carro. Informações ainda não oficiais apontam para que o avião se tenha desintegrado. 
   

A lista de passageiros não foi ainda tornada pública para que a privacidade das famílias das vítimas possa ser acautelada. Ainda assim, sabe-se já, através da companhia aérea, que entre as vítimas estão 67 alemães, entre os quais 16 estudantes de liceu e 45 espanhóis, incluindo dois bebés. 

Uma das caixas negras do avião já foi encontrada, revelou o ministro do Interior. 

No liceu alemão de onde eram os 16 estudantes e dois professores que iam a bordo do aparelho, os colegas prestam homenagem às vítimas.

 

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