No local da catástrofe, ainda não foi localizada a segunda caixa negra, mas as equipas de buscas já recolheram quase 80 vestígios diferentes de ADN dos restos mortais, o equivalente a mais de metade das vítimas.
 
Para a acelerar os trabalhos está a ser aberta uma estrada de terra até ao local, que ficará operacional já amanhã.
 
Quase uma semana depois do mortífero desastre, ainda há muito e penoso trabalho de recolha do que resta das 150 vítimas mortais do voo da Germanwings de Barcelona para Dusseldorf.
 
Com mais de 350 pessoas envolvidas na missão nos Alpes Franceses, o ritmo do trabalho é prejudicado pelo carácter remoto do local... As equipas têm de lá chegar de helicóptero, com as limitações em número de pessoas e em quantidade de vestígios a transportar.
 
No domingo, aproveitando um carreiro de montanhista já existente, arrancou a abertura de uma estrada de terra até às encostas da catástrofe.
 
A estrada de terra pode ficar concluída já esta terça-feira. Os responsáveis pela operação dizem que o novo acesso vai fazer uma grande diferença.
 
Sete dias de buscas, no meio de destroços quase pulverizados, resultaram na recolha de 78 vestígios diferentes de ADN.
 
O que potencialmente garante já a identificação de restos mortais de mais de metade dos 150 mortos.
 
Um fraco consolo para os familiares das vítimas, como estes, vindos da longínqua Austrália, para prestar homenagem aos seus entes queridos, no monumento fúnebre improvisado, a poucos quilómetros do sítio onde o Airbus A320 embateu contra a montanha.