Um oficial do Comité Governamental da Aviação da Rússia, Viktor Sorochenko, visitou o local onde este sábado um avião russo se despenhou com 224 pessoas a bordo, e disse que os primeiros indícios apontam para que a aeronave se tenha partido “no ar”.

No entanto, Sorochenko disse que ainda é cedo para ter quaisquer certezas sobre o que aconteceu.

As respostas devem chegar após a análise das duas caixas negras do avião, recuperadas ainda ontem, e que estão a ser examinadas pelas autoridades egípcias e russas. Um trabalho que deve demorar alguns dias.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, no entanto, já veio dizer pode levar meses até que se descubra o que realmente aconteceu.

“Este é um assunto complicado que requer tecnologias avançadas e uma investigação profunda que pode demorar meses”.

 
Um avião russo com 224 pessoas a bordo despenhou-se na península do Sinai, Egito, após descolar da localidade turística de Sharm El Sheikh, matando todos os ocupantes.  

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O destino do avião russo era  São Petersburgo. Praticamente todos os passageiros eram turistas. A nacionalidade dos passageiros já foi revelada: 214 russos e três ucranianos . Eram 138 mulheres, 62 homens e 17 crianças. As caixas negras do aparelho já foram encontradas.   

O ministro egípcio da Aviação Civil,  Mohamed Hossam Kemal, afirmou ontem que ainda era cedo " para determinar a causa do acidente", mas de acordo com a Reuters, que cita as autoridades egípcias as primeiras informações recolhidas apontam "para falha técnica". O avião terá caído numa posição vertical e os destroços espalharam-se num raio de cinco quilómetros.   

Apesar das autoridades russas não acreditarem na hipótese de atentado, o Estado Islâmico diz ser o responsável pela queda do aparelho. De qualquer das formas, as autoridades russas não excluem nenhum cenário.

Já este domingo, soube-se que tripulação do avião russo que se despenhou, este sábado, na península do Sinai, Egito, foi sujeita a exames médicos recentemente, não tendo sido detetados quaisquer problemas, indicou uma procuradora à agência Interfax.
 
A mesma fonte indicou também que a qualidade do combustível usado pela companhia aérea russa que operou o voo também foi sujeito a testes, descartando, igualmente, quaisquer problemas a este nível. 

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