Por: Redacção / Andreia Miranda | 1- 6- 2009 12: 7
Um Airbus da Air France, que transporta 228 pessoas (216 passageiros e 12 elementos da tripulação) e fazia a ligação entre
o Rio de Janeiro e o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, desapareceu dos radares, segundo a Reuters.
Em declarações
ao tvi24.pt, José Miranda Santos, director da Associação de Pilotos Portugueses da Linha Aérea (APPLA), explica que
um avião desaparecido «significa que deixou de comunicar com os radares por um período de tempo alargado».
«Existem
pontos de reporte obrigatório para que o controlador consiga saber o que se passa no seu espaço aéreo», afirma o director,
acrescentando que o facto de estar desaparecido revela que não comunica há mais tempo do que seria esperado.
Segundo
José Miranda Santos, «quando, ao atravessar o Oceano Atlântico, não se consegue comunicar na zona de controlo aéreo através
da frequência HF (alta frequência, com maior alcance) tentam-se as outras frequências disponíveis, senão, assim que se chega
à zona de alcance de rádios normais comunica-se a localização ao posto de controlo.»
Comunicações «são mais difíceis»
no Oceano
De acordo com as informações avançadas pela agência Reuters, o avião desapareceu dos radares de comunicação
às oito horas francesas, a duas horas de aterrar em Charles de Gaulle.
Segundo o director da APPLA, o avião «iria
a mais de meio da viagem.»
«O avião iria a mais de meio da viagem e teria mais duas horas de voo. Iria sensivelmente
na zona das Canárias onde, muito provavelmente, já teria comunicação numa frequência normal e conseguiria falar com o controlador»,
afirmou.
Questionado sobre a dificuldade de comunicação em pleno Oceano Atlântico, José Miranda Santos explicou que as
comunicações «são mais difíceis».
«De quando em quando um avião fica sem comunicações momentaneamente», revelou
o director da APPLA.
«O avião já não estará no ar»
Novas informações avançadas pelas autoridades
brasileiras, o contacto com o avião perdeu-se três horas e meia após este ter descolado do Rio de Janeiro, supondo-se que
sobrevoava Fernando de Noronha.
José Miranda dos Santos explica que «faz todo o sentido as buscas estarem concentradas
em Fernando de Noronha, pois ao fim de três, quatro horas, essa é a localização esperada».
Questionado sobre o combustível
que o avião poderia ainda ter, o director da APPLA afirma que «só por milagre é que ainda teria gasolina».
«Os aviões
têm que ser cada vez mais económicos devido aos tempos de contenção financeira que o mundo atravessa. Têm que poupar. Assim
o avião apenas leva o combustível até ao destino, mais o combustível para conseguir aterrar num aeroporto nas redondezas caso
seja necessário, mais a reserva de contigência, para emergências», explica, acrescentando que «o avião deveria ter aterrado
há cerca de duas horas, pelo que, o combustível que o avião levava não chega para cobrir as duas horas extra para além da
hora a que ele devia ter aterrado».
«O avião de certeza que já não estará no ar», avança José Miranda dos Santos.
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