O escritor mexicano Ignacio Padilla, autor de, entre outros, “Sombra de Sombras”, morreu hoje aos 47 anos, anunciou a secretaria de Estado da Cultura do México.

“Lamento a morte de Ignacio Padilla, um homem de letras, no sentido mais amplo da palavra”, escreveu o secretário de Estado da Cultura mexicano, Rafael Tovar y de Teresa, na sua conta na rede social Twitter, sem mencionar a causa da morte.

Nascido na Cidade do México em 1968, Ignacio Padiila publicou cerca de 30 livros, do conto ao ensaio, passando pela crónica, teatro e literatura infantil.

Em 1996, Padilla e outros autores mexicanos, entre estes, Jorge Volpi, Eloy Urroz, Pedro Ángel Palou e Ricardo Chávez, lançaram o “Manifesto da Ruptura”, que tinha como objetivo renovar a literatura mexicana.

Em Portugal foram editados “Os Antípodas e o Século” e “Espiral de Artilharia”, pela Ambar, e “Sombras de Sombras”, pela Gotica.

Este ano publicou “Cervantes y Compañia”, um conjunto de ensaios, a propósito do 400.º aniversário da morte de Miguel Cervantes e de William Shakespeare.

No início deste mês, a secretaria de Estado da Cultura do México organizou uma homenagem a Ignacio Padilla, no Palácio de Belas Artes, na Cidade do México, pelo reconhecimento do seu trabalho.

Naquela ocasião, o autor assegurou que a sua paixão era “contar histórias” e disse fazer parte de “uma geração que pôde dedicar-se muito cedo à criação literária num país sem leitores”.

O escritor era membro da Academia Mexicana da Língua desde 2011.