Conforme revelou na quinta-feira o Ministério australiano da Educação, a diretora foi a responsável direta pela construção da jaula, que fez recorrendo a cerca de 3,300 euros de fundos públicos.

De acordo com a investigação, a jaula foi feita em março e foi utilizada uma vez. As autoridades foram então alertadas, dando ordem para a destruir, 14 dias depois.

A imprensa australiana divulgou entretanto as imagens da jaula. Tinha dois metros de largura por dois de comprimento, uma cobertura e grades de cor azul para “amenizar a situação”. O objetivo era criar um espaço para a criança de dez anos, com autismo, "se acalmar".

A divulgação das imagens foi criticada pela ministra australiana da Educação. Joy Burch considerou que as fotos apenas serviriam para magoar ainda mais a família da criança. Ainda assim, a governante considerou legítimo que o processo fosse tornado público, depois de muitos pais se queixarem de nada saberem sobre a investigação.

“Essa decisão foi extremamente errada e a responsável jamais voltará a trabalhar como diretora ou em qualquer escola do país”, disse Burch em conferência de imprensa. “Os diretores devem ser responsabilizados pelas suas ações”, acrescentou.

O inquérito revelou que a decisão de construir a jaula foi tomada somente pela diretora, que ignorou a opinião de outros membros do conselho escolar.