Pelo menos 13 pessoas foram sequestradas num café, situado na praça Martin, no centro financeiro de Sydney, na Austrália, cerca das 9:45, hora local, ou seja, 22:45 em Lisboa. Um homem armado entrou no estabelecimento e obrigou quem estava lá dentro a erguer uma bandeira negra com escritos em árabe, segundo a imprensa internacional.

Oito horas após o sequestros, as televisões locais emitiram imagens de reféns a sair do café a correr. Não existem ainda informações oficiais confirmadas mas, ao que tudo indica, cinco pessoas conseguiram escapar do sequestro

No Twitter, estão a ser reveladas imagens do sequestro, que as testemunhas classificam de «aterrorizante»:
 
Com receio de que possa tratar-se de um atentado terrorista, a polícia encerrou o Parlamento da Nova Escócia do Sul e a sede do Banco da Austrália. Testemunhas dizem que viram uma bandeira preta e branca semelhante à do Estado Islâmico no interior do café, segundo o «The Guardian», não é afeta àquele grupo extremista, o que não quer dizer que não esteja envolvido. A frase contida na bandeira, segundo o repórter do mesmo jornal, é «Não há nenhum deus além de Deus, Maomé é o mensageiro de Deus»:
 
Há um grande aparato na zona, com veículos e equipas especiais de segurança. A circulação de autocarros foi interrompida e o espaço aéreo está condicionado. Há helicópteros da polícia no ar, a redirecionar os voos.

Segundo Ray Hadley , da rádio 2GB, os sequestradores querem falar com o primeiro-ministro, Tony Abbott, ao vivo, em antena. O chefe de Governo emitiu, entretanto, um comunicado, dizendo que «é um incidente profundamente preocupante, mas todos os australianos devem estar certos de que os agentes aplicação da lei e de segurança estão bem treinados e equipados e estão a responder de forma completa e profissional» ao sequestro, prometendo, ainda «atualizações regulares» sobre o desenvolvimento das operações.