Pelo menos 50 apoiantes do Estado Islâmico trabalham no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, o mesmo que foi atacado por bombistas suicidas na última semana.

A notícia é avançada esta quinta-feira por vários meios de comunicação belgas e a denúncia partiu de uma carta aberta dos agentes de polícia do aeroporto.

Esses indivíduos têm crachá de segurança, o que lhes permite “entrar no cockpit de um avião”, segundo jornal Niuwsblad, que cita a carta aberta da segurança do aeroporto.

No passado, já foram afastadas algumas pessoas por serem simpatizantes do Estado Islâmico. Mas claramente não todas. Algumas trabalham em lojas, serviços de limpeza ou de bagagem”, terá explicado fonte da polícia do aeroporto.

Para nós é claro que os terroristas, com a ajuda dos seus espiões, testaram a segurança do aeroporto antes de atuarem”, diz ainda a carta.

O presidente do sindicato belga da Função Pública de Polícia, Vincent Gilles, admitiu à RTL que já há algum tempo que se sabe que existem simpatizantes do Estado Islâmico a trabalhar no aeroporto.

Entre o pessoal das bagagens, aparentemente, há imensas pessoas que a seguir aos atentados de Paris – e foram os colegas deles que nos disseram – fizeram a aclamação”, disse Gilles em entrevista.

Os atentados no metro e no aeroporto de Bruxelas a 22 de Março fizeram no total 35 mortos, incluindo os três suspeitos dos ataques.

As autoridades identificaram os três bombistas suicidas, os irmãos Khalid and Ibrahim El Bakraoui e Najim Laachraoui, mas continua à procura de outros possíveis envolvidos no planeamento destes atentados.