A polícia francesa lançou uma caça ao homem esta quarta-feira, que começou pelas 04:20 da madrugada e durou cerca de sete horas, em Saint-Denis, no norte de Paris, perto do Estádio de França. No cerco montado a dois apartamentos, uma mulher, com um cinto de explosivos, fez-se rebentar. E outro terrorista foi morto. 

Para além disso, e segundo um comunicado do Procurador de Paris, três homens, que também estavam escondidos no apartamento, foram detidos. As suas identidades ainda não foram reveladas.
Existiu ainda outra pessoa barricada, informou a polícia. Nas imediações, foram realizadas outras duas detenções: um homem e uma mulher. E a polícia confirmou entretanto mais uma detenção. São, portanto, sete no total.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e o Procurador de Paris estiveram no local, no final da operação. Este explicou que os suspeitos foram localizados através do cruzamento de informações obtidas a partir do telemóvel encontrado no Bataclan, com a mensagem de texto enviada imediatamente antes do ataque na sala de espectáculos, dizendo  "vamos lá". 

O procurador confirmou ainda que a polícia procurava designadamente o "cérebro" dos ataques, Abdelhamid Abaaoud (inicialmente pensava-se que estava na Síria), mas não é claro se ele lá estava ou não. 

Para além da "jovem que se fez explodir", o que acontece pela primeira vez em França, "outro terrorista" foi morto. 

Só depois de serem feitas as identificações e as buscas é que se perceberá o que estavam a fazer dentro do apartamento.

A Reuters indica que os presumíveis jihadistas alvo do cerco policial de hoje planeavam um ataque ao centro financeiro de Paris, em La Defense. A agência de notícias cita três fontes próximas da investigação.

Cinco polícias ficaram feridos e um cão-polícia, um pastor-belga que ajudava os oficiais na procura por explosivos, foi morto pelos terroristas.
O comunicado da Procuradoria de Paris informa ainda que os elementos da família dos irmãos Ismaël Omar Mostefaï e Samy Amimour - dois terroristas do Bataclan -, e que estavam sob custódia policial, foram libertados.

De acordo com o enviado da  TVI em Paris, Filipe Caetano, ouviram-se várias explosões e troca de tiros entre a polícia e os suspeitos logo de madrugada.



Vídeo amador da operação militar em Saint-Demis


O forte contingente policial e militar abrangeu 15 mil homens.

Muitos dos residentes do bairro foram retirados do local, por questões de segurança, como revelam as fotografias da Reuters. A polícia aconselha, por outro lado, as pessoas que vivem na zona a ficarem em casa. 

Ruas e estradas foram cortadas e os transportes públicos suspensos.  

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