A presidente da Câmara de Molenbeek, na Bélgica, recebeu uma lista com os nomes de 80 suspeitos de terrorismo que vivem na zona, um mês antes dos ataques a Paris.
 
Dessa lista enviada pelos serviços secretos constavam os nomes de três dos suspeitos de terem participado nos atentados à capital francesa: Abdelhamid Abaaoud, que foi morto em Paris; Brahim Abdeslam, que, armado com um cinto de explosivos, se fez explodir na noite de 13 de novembro; e o irmão, Salah Abdeslam, que continua a monte.
 
Françoise Schepmans admitiu ter recebido a lista, mas descartou responsabilidades: 

“O que é que eu podia ter feito? Não é a minha função perseguir terroristas. Essa responsabilidade pertence à polícia federal”.


O New York Times adianta que Ibrahim Abdeslam até estava na mira das autoridades, mas não foi considerado como potencial homicida. Ibrahim Abdeslam foi referenciado por ser proprietário de um café onde havia suspeitas de tráfico de droga, no bairro de imigrantes do distrito de Molenbeek. O café foi fechado por ordem judicial no dia 5 de novembro, por questões de saúde pública e perturbação da ordem pública.

O pior chegaria uma semana depois.

A Bélgica, país vizinho da França, tem sido bastante criticado. O jornal francês Le Monde chamou-lhe “incubadora de jihadistas”.

Bruxelas parou de uma forma sem precedentes, numa operação contra o terrorismo.

Molenbeek é também visto como subúrbio exportador de muitos jovens para a Síria, para se juntarem ao Estado Islâmico.

Segundo o New York Times, pelo menos quatro jihadistas envolvidos em ataques, nos últimos dois anos, saíram de Molenbeek.