O receio de um ataque terrorista à central nuclear belga de Tihange terá levado a que 11 trabalhadores ficassem impedidos de acesso ao complexo.

Segundo a RTBF, sete pessoas ficaram impedidas de entrar no complexo após a operação policial de sexta-feira, em Forest, dia em que foi detido Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques de paris, que fizeram 130 mortos em novembro. Outros quatro viram o acesso à central negado após os atentados de terça-feira, em Bruxelas, que provocaram 31 mortes e deixaram mais de 200 pessoas feridas. 

A medida torna-se pertinente porque na casa de Bakkali Mohamed, detido pela sua participação nos ataques de Paris, foi encontrada uma cassete com várias horas de gravações da casa do diretor da central nuclear, como já tinha avençado o Dernière Heure. 

Segundo a RTBF, Khalid El Bakraoui, sabe-se agora, foi apanhado em escutas com Bakkali Mohamed. Khalid El Bakraoui foi o terrorista que se fez explodir no metro, em Maelbeek. O irmão Ibrahim Bakraoui foi um dos bombistas suicidas do aeroporto. 

Razões para fazer uma ligação entre estes casos e presumir que os planos dos terroristas tinham outros alvos em vista. No entanto, a detenção de Abdeslam e a mega operação policial, levada a cabo em Bruxelas na semana passada, podem ter precipitado os atentados.

A investigação ao terrorismo continua o seu curso. Várias buscas já culminaram na apreensão de vários quilos de explosivos e material variado usado no fabrico de bombas. Os eventuais erros na condução do processo já levaram dois ministros a pedirem a demissão.