Existem sinais de que combatentes dos extremistas do Estado Islâmico foram enviados para a Europa. A conclusão parte da Organização de Coordenação para a Análise da Ameaça (OCAM) belga que, esta terça-feira, falou sobre a ameaça terrorista na Bélgica, em conferência de imprensa.

A organização não forneceu mais informações sobre estes jihadistas, que estarão em países europeus, incluindo a Bélgica. O objetivo é não perturbar as investigações em curso.

"Há sinais de que o Estado Islâmico enviou combatentes para a Europa e para a Bélgica. O nível de alerta que está atualmente no 3 não irá descer", disse o porta voz do organismo Paul Van Tigchelt.

Um mês depois dos atentados de Bruxelas, o alerta terrorista mantém-se no nível 3, na Bélgica. No entanto, a OCAM sublinha que os riscos relativamente a um novo atentado no país são “possíveis” e “prováveis”.

Paul Van Tigchelt, citado pelo jornal belga Le Soir, vincou que as investigações iniciadas após os atentados de 22 de março têm conhecido “sérios progressos”. Todavia, “o perigo não está descartado”.

De resto, o reforço das medidas de segurança já se faz sentir em locais considerados mais suscetíveis de serem alvo de um ataque, como aeroportos, transportes públicos ou centros comerciais, como indicou o diretor do Centro de Crises belga, Alain Lefevre.

Os atentados de Bruxelas provocaram mais de 30 mortos e centenas de feridos. Um rasto de sangue na capital belga que trouxe à memória os ataques de novembro de 2015 em Paris e que voltaram a deixar a Europa em estado de alerta perante a ameaça terrorista.