Depois do atentado que atingiu esta quinta-feira o coração da cidade espanhola de Barcelona, as Ramblas - a sua avenida mais famosa - permanece em fuga o presumível autor do ato terrorista. 

Segundo fontes policiais avançaram esta sexta-feira à agência EFE, trata-se de Moussa Oukabir, de 18 anos.

Moussa Oukabir

Antes, a polícia tinha divulgado uma foto e o nome do primeiro suspeito detido, mas este não foi o condutor da carrinha que atropelou centenas de pessoas e vitimou mortalmente 13. Era Driss Oukabir, irmão de Moussa.

Alguns órgãos de comunicação social espanhóis escrevem que, pouco tempo depois da divulgação, um homem que dizia ser Driss Oukabir apresentou-se numa esquadra em Girona, onde reside, alegando que alguém lhe tinha roubado a identificação.

Driss terá acusado o irmão mais novo, com apenas 18 anos, de ser o responsável pelo atentado terrorista. 

Numa conferência de imprensa esta quinta-feira, a polícia confirmou ter detido dois suspeitos, ligados ao ataque desta quinta-feira. Garantindo que nenhum é o condutor e que este “não estará armado”. Um suspeito foi detido em Ripoll e outro em Alcanar. Um é marroquino e outro oriundo de Melilha, uma cidade autónoma espanhola, situada no norte de África. Já esta sexta-feira foram detidos mais dois suspeitos, ambos marroquinos.

A informação divulgada pela polícia catalã no seu Twitter, diz ainda que nenhum dos quatro homens tinha antededentes criminais de ligações terroristas.  

Na verdade, segundo a polícia, Driss Oukabir não se entregou e será o detido marroquino em Ripoll, que fica em Girona. Segundo as autoridades, garantiu que estava a pensar entregar-se, após a divulgação da fotografia, mas só depois de ser detido é que acusou o irmão mais novo de lhe roubar os documentos. 

Documentos esses que foram usados no aluguer de duas carrinhas, a viatura usada nas Ramblas e outra, mais tarde, também detetada pela polícia.

As autoridades avançaram, ainda, que o atentado parece estar ligado a uma explosão, ocorrida nas primeiras horas da madrugada, desta quinta-feira, numa vivenda em Alcanar (a mesma localidade onde foi detida a outra pessoa). A casa, que estaria a ser usada para preparar explosivos, com garrafas de gás butano, ficou completamente destruída. Este incidente provocou uma vítima mortal e vários feridos.

O que aparentava ser uma simples fuga de gás, revelou-se o esconderijo de produtos explosivos. Enquanto removiam os escombros, da vivenda, segundo o jornal El Mundo, aconteceu uma segunda explosão, que feriu nove bombeiros e polícias no local.

Há ainda uma terceira pessoa, que acabou morta a tiro pela polícia, após atropelar vários agentes da autoridade, num controlo de estrada, a três quilómetros de distância. No entanto, as autoridades acham que este incidente não está relacionado com o ataque nas Ramblas.