Um muçulmano processou a companhia aérea Virgin Atlantic alegando que foi expulso de um avião depois de “inocentemente” mencionar o atentado de 11 de setembro, nos Estados Unidos. O caso aconteceu num voo de Londres, no Reino Unido, para Atlanta, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro de 2016.

Mohammad Khan, do norte de Londres, alegou que sofreu discriminação “racial e religiosa”, por causa de uma conversa “inofensiva” que teve com uma assistente de bordo. O homem de 26 anos afirmou ainda que expulsá-lo do avião foi uma “reação excessiva” da tripulação da Virgin Atlantic.

O muçulmano contou que outro passageiro estava a queixar-se do comprimento das filas de segurança do aeroporto e Mohammad afirmou que o aumento de segurança tinha acontecido depois do ataque às Torres Gémeas, me Nova Iorque.

Eu disse inocentemente ‘há mais segurança depois do 11 de setembro’. Depois questionei uma hospedeira ‘aposto que o seu trabalho mudou desde o 11 de setembro’, mas ela ficou chocada”, explicou Mohammad Khan, ao London Evening Standard.

O avião, que ainda estava na pista, rapidamente voltou para o terminal e Mohammad Khan foi expulso e escoltado pela polícia.

O homem de 26 anos acabou por não ser formalmente interrogado pela polícia, que percebeu tratar-se de um “mal-entendido”. Contudo, a companhia aérea Virgin Atlantic não o aceitou de volta no voo.

Sofri discriminação racial e religiosa. Foi uma reação excessiva a comentários completamente inocentes e inofensivos. Eu sei que isto não teria acontecido se eu fosse um homem branco, de 60 anos, e tivesse feito a mesma coisa. Isto arruinou totalmente a minha viagem e senti-me humilhado. Fui tratado com um criminoso”, disse Mohammad Khan, de acordo com o The Independent.

O homem pediu o reembolso do voo, mas foi-lhe negado e ainda teve que comprar outo bilhete para um voo de outra companhia aérea. Agora, está a lutar em tribunal por uma compensação monetária, que inclui também as custas judiciais.

Um porta-voz da companhia aérea Virgin Atlantic disse, segundo o The Independent, que Mohammad Khan foi expulso do avião depois de “vários passageiros e tripulantes afirmarem ter ouvido comentários altamente inadequados sobre segurança”.

Esta não é uma decisão que tomamos de ânimo leve e, embora estes acontecimentos sejam raros, temos a responsabilidade de os reportar às autoridades competentes, para garantir a segurança dos nossos aviões, clientes e tripulantes”, defendeu o porta-voz.