Uma carrinha atropelou, na quinta-feira, dezenas de pessoas no centro de Barcelona, na zona das Ramblas, uma das mais movimentadas da cidade, junto ao mercado da Boqueria, e perto da Praça da Catalunha. Eram 17:30 locais (16:30 de Lisboa). A viatura foi intercetada depois de percorrer cerca de 600 metros, mas o condutor conseguiu fugir a pé. 

O último balanço dos serviços de emergência, que citam a Proteção Civil, dá conta de 13 mortos e 80 feridos, mas o governo catalão diz que são mais de 100.

Há a informação oficial da detenção de dois suspeitos, mas nenhum deles é o condutor da carrinha, pelo que se deduz que continua a monte. Um terceiro terá sido abatido pela polícia, mas não é ainda claro que esteja relacionado com este ataque. O Estado Islâmico já reivindicou o atentado.

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O jornal El País cita várias testemunhas dizendo que o condutor de uma carrinha branca foi contra várias pessoas que atravessavam a rua com o semáforo verde para os peões. 

Divulgada foto de um suspeito

A polícia encetou uma operação de caça ao homem e foi ativado o dispositivo de segurança previsto para casos de atentado.

Os media locais reportaram que dois homens armados se barricaram num restaurante depois do atropelamento, mas a polícia catalã - os Mossos - veio negar pelas 19:10 que isso tenha acontecido.

Uma segunda carrinha foi procurada pela Guardia Civil, da marca Fiat, cor branca e com a matrícula  7082 JWD. Entretanto, foi encontrada uma viatura em Vic, a cerca de 69 quilómetros de Barcelona, que ao que tudo indica será esta. 

A polícia apontou inicialmente para a hipótese de o condutor ser um traficante de droga que, durante uma fuga, efetuou estes atropelamentos. Foi encontrado um passaporte espanhol dentro da viatura.

 

Foi criado um perímetro de segurança e evacuados estabelecimentos do centro da cidade espanhola. 

Transportes encerrados

O serviço de emergência da Catalunha alertou, no Twitter, para um "incidente na Praça da Catalunha", pedindo para que as pessoas a evitem. Foram fechadas várias estações de transportes na zona, tanto metro, como comboio.

Pede-se à população que comunique pelas redes sociais o seu estado, para "evitar colapsar as linhas telefónicas". 

"São uns assassinos"

A Casa Real espanhola difundiu mensagem na rede Twitter: "São uns assassinos, simplesmente criminosos que não nos vão atemorizar. Toda a Espanha é Barcelona. As Ramblas voltarão a ser de todos"

Son unos asesinos, simplemente unos criminales que no nos van a aterrorizar. Toda España es Barcelona. Las Ramblas volverán a ser de todos.

— Casa de S.M. el Rey (@CasaReal) 17 de agosto de 2017

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, diz que está em contacto "com todas as administrações" e que a prioridade é "socorrer os feridos" e "facilitar o trabalho das Forças de Segurança". 

Decidiu  interromper as férias na Galiza e pôs-se a caminho de Barcelona, com vontade de "reforçar a segurança e auxiliar todos os atingidos"

Me traslado ya a Barcelona. Máxima coordinación para detener a los autores, reforzar la seguridad y atender a todos los afectados. Unidad MR

— Mariano Rajoy Brey (@marianorajoy) August 17, 2017

O governo catalão reuniu-se de emergência.

Portugal sem conhecimento de vítimas

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse à TVI que não há ainda informação sobre eventuais vítimas portuguesas, vindo a conformar mais tarde essa informação.

Os serviços consulares em Barcelona continuam em contacto com as autoridades espanholas.

Pelas informações disponíveis, as vítimas do atentado terrorista são de, pelo menos, 18 nacionalidades diferentes, segundo indicaram os serviços de Proteção Civil.

Na mais recente informação das autoridades, dada à 1:00 da madrugada (00:00 em Lisboa), citada pela agência France Press (AFP), as vítimas são nacionais da França, Alemanha, Espanha, Holanda, Argentina, Venezuela, Bélgica, Austrália, Hungria, Peru, Irlanda, Grécia, Cuba, Macedónia, China, Itália, Roménia e Argélia.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, enviaram já uma mensagem conjunta ao chefe do executivo espanhol e ao rei de Espanha manifestando “total solidariedade” e condenando o “ato terrorista”, salientando que provocou grande choque e consternação em todo o Povo português”.