O número de mortos do atentado ao aeroporto de Istambul, na terça-feira, sobe para 41, segundo fonte oficial turca, citada pela Reuters. 

O novo balanço oficial dá conta de 239 feridos, 109 já receberem alta hospitalar. 

A maioria das vítimas mortais tem nacionalidade turca. Há dez estrangeiros entre os mortos, três com dupla nacionalidade.

As vítimas estrangeiras, são, de acordo com as nacionalidades, cinco sauditas, dois iraquianos, um chinês, um jordano, um tunisino, um uzbeque, um iraniano e um ucraniano.

O Governo português já tinha declarado, esta quarta-feira de manhã, que não havia registo de vítimas portuguesas

Quem sobreviveu conta, com emoção, os momentos vividos no aeroporto. Testemunhos que chegaram às redes sociais, assim como várias homenagens às vítimas. 

Três explosões e tiros 

A noite de 28 de junho de 2016 fica para a História da Turquia.Três homens entraram armados no aeroporto de Ataturk, em Istambul, e, sem qualquer aviso prévio, começaram a disparar. Momentos depois, o aeroporto foi alvo de três explosões, duas terão acontecido no interior do aeroporto, nomeadamente na zona de check-in e de raio-x, e a terceira no exterior do terminal de embarque. 

As autoridades turcas informaram que três bombistas suicidas fizeram-se explodir no aeroporto: dois à entrada do terminal internacional do aeroporto, antes de passarem nos testes de segurança do aeroporto, nomeadamente o do raio-X, e um terceiro junto à entrada do metro.

Um dos atacantes ainda foi alvejado pela polícia e largou a arma Kalashnikov AK-47 que transportava, mas, quando o agente se aproximou para deter o homem, deparou-se com o cinto de explosivos, o terrorista fez-se explodir logo de seguida.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que os três bombistas chegaram ao aeroporto de táxi. 

O atentado desta terça-feira, ocorrido em plano Ramadão, ainda não foi reivindicado, mas o primeiro-ministro turco já veio a público dizer que os os indícios "apontam para o Estado Islâmico".