O assalto à sala de espetáculos parisiense Bataclan, onde estavam reféns 100 pessoas, terminou com a morte de dois suspeitos, avança a AP que cita fontes policiais. Várias rajadas e explosões foram ouvidos de dentro da sala.
 

Os reféns já começaram a ser evacuados para o hospital e de acordo com fonte policial à AFP "há dezenas de mortos" dentro da sala.
 
Quatro ataques em Paris fizeram, esta sexta-feira à noite, pelo menos 100 mortos, 60 feridos e 100 reféns numa sala de concertos do Bataclan onde estava a atuar o grupo norte-americano "Eagles of Death Metal". 

No Facebook da banda foi colocada uma mensagem onde revelam que ainda desconhecem em que situação os membros da banda se encontram. 
 

"Estamos a tentar determinar a segurança e paradeiro da nossa banda. Os nossos pensamentos estão com todos os envolvidos nesta situação".

 

We are still currently trying to determine the safety and whereabouts of all our band and crew. Our thoughts are with all of the people involved in this tragic situation.

Publicado por Eagles Of Death Metal em  Sexta-feira, 13 de Novembro de 2015

Pouco depois, a mulher do baterista, Julian Dorio, afirmou ao  The Washington Post que os membros da banda estão a salvo.

"Estamos apenas a prender a respiração e a rezar por todos. Ele ligou para dizer que me ama e que está a salvo. Toda a gente que estava no palco conseguiu fugir".


No Twitter, os fãs da banda partilharam várias imagens do concerto antes do ataque. A banda tem concerto marcado para Lisboa, para 10 de dezembro, no Espaço Armazém F.
 
 
 

La châleur et le ronron des guitares. #bataclan #gig #eaglesofdeathmetal

Uma foto publicada por VV. (@vvaah) a


Um tiroteio no restaurante Le Carillon, no 10º bairro de Paris - situado perto dos escritórios do Charlie Hebdo - fez dez mortos, e pelo menos 15 pessoas foram mortas junto à sala de concertos Bataclan. No estádio de França, onde decorria o jogo entre a França e a Alemanha foram mortas três pessoas. 

Após os ataques, François Hollande reuniu-se com as forças de segurança no Ministério do Interior e declarou estado de emergência em todo o território francês e que as fronteiras estão encerradas. A Câmara de Paris pediu aos habitantes para não saírem das suas casas esta noite. Os hospitais de Paris já ativaram o plano branco de emergência e de crise. 

Vários líderes internacionais mostraram-se chocados com os ataques em Paris. Passos Coelho repudiou os ataques e ofereceu a colaboração do Estado português.