Os ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza já causaram 186 mortos e 1.287 feridos, em sete dias, segundo o balanço mais recente dos serviços de socorro, que ultrapassa o da ofensiva de novembro de 2012.

«Todas as indicações mostram, e considero isso dramático, que as mulheres e as crianças representam um número muito considerável das vítimas dos ataques atuais. Atualmente, mais de um quarto dos mortos são crianças», disse na segunda-feira o dirigente da UNRWA, Pierre Krahenbuhl.

Na segunda-feira, pelo menos 12 palestinianos, dos quais duas eram crianças, foram mortos pelos ataques e dois outros, um homem e uma mulher, faleceram em resultado de feridas sofridas no domingo.

Este ataque de Israel à Faixa de Gaza é mais mortífero do que o de novembro de 2012, que também pretendia acabar com o disparo de foguetes a partir do enclave palestiniano, que causou então a morte a 177 palestinianos e seis israelitas no espaço de uma semana.

O Centro Palestiniano para os Direitos do Homem, baseado em Gaza, anunciou no domingo que mais de três quartos daas vítimas eram civis.

A Agência da Organização das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA, na sigla em inglês) sublinhou, pela sua parte, a forte proporção de menores entre as vítimas.

Desde o início da operação israelita que quatro israelitas ficaram feridos com gravidade, devido apo disparo de foguetes pelos palestinianos, mas nenhum morreu.