A investigação efetuada por peritos de Cuba sobre os alegados “ataques acústicos” contra diplomatas norte-americanos não descobriu provas que suportem tais alegações, de acordo com um documentário emitido na quinta-feira na televisão cubana.

As conclusões preliminares da investigação, que continua em curso, indicaram que não há “nenhuma hipótese sobre a origem” de tais acontecimentos, nem foram identificados “possíveis autores nem pessoas com motivação, intenção ou meios para executar este tipo de ações".

Responsáveis da investigação que aparecem no documentário, intitulado “Alegados ataques acústicos”, queixaram-se da “falta de vontade” das autoridades dos Estados Unidos para cooperarem no esclarecimento do caso, indicando que não facultaram a informação necessária, nem o acesso aos afetados, nem tão pouco aos especialistas que os acompanharam nem aos relatórios médicos.

Esta é uma investigação em pleno desenvolvimento, que para ser bem-sucedida é imprescindível a participação plena e responsável das autoridades dos Estados Unidos", disse, no documentário, o tenente-coronel Francisco Estrada, chefe da seção de investigação criminal do Ministério do Interior cubano.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, entre novembro de 2016 e fevereiro de 2017, cerca de 20 dos seus diplomatas na ilha foram vítimas de "ataques acústicos" que provocaram sintomas como perda auditiva, náuseas, tonturas, dor facial, dor abdominal, problemas cognitivos e danos cerebrais.

Os misteriosos problemas que afetaram a saúde dos funcionários norte-americanos e das suas famílias em Havana levaram os EUA a retirar mais de metade dos seus diplomatas de Cuba.