Já se sabe quem são os dois kamikazes que se fizeram rebentar no aeroporto de Bruxelas, esta terça-feira. A televisão belga RTBF avança, esta quarta-feira de manhã, com a identificação dos suspeitos que fez pelo menos 11 mortos no aeroporto internacional da capital belga. 

São aparentemente os irmãos Khalid e Ibrahim El Bakraoui, já conhecidos das autoridades por banditismo, mas não referenciados por ligações terroristas. 

Os irmãos, de 27 e 30 anos, já tinham sido condenados, em 2010 e 2011, um por carjacking e o outro por roubo a um corretor da bolsa, segundo o Dernière Heure (DH). 

A fotografia dos irmãos a que o DH teve acesso

Um dos irmãos terá arrendado um apartamento em Bruxelas, sob nome falso, que foi alvo de buscas da polícia na terça-feira. 

O terceiro homem que aparece nas imagens de videovigilância do aeroporto continua a monte. Najim Laachraoui é, segundo o jornal DH, o homem na fotografia. A polícia pede ajuda para descobrir o paradeiro deste homem que terá fugido do aeroporto. 

 

 

Najim Laachraoui tem 25 anos e o ADN deste suspeito foi encontrado nos apartamentos alvo de buscas a propósito dos ataques de Paris, de novembro de 2015. Najim Laachraoui terá viajado com Salah Abdeslam para a Hungria, em setembro último. Ele é também suspeito de ter fabricado as bombas usadas nos ataques à capital francesa. 

 

Estado Islâmico reivindica autoria do ataque

O EStado Islâmico reivindicou o ataque a Bruxelas. Às portas da sede da União Europeia, na capital da Europa, dois atentados fizeram na terça-feira 31 mortos e mais de 200 feridos. Três explosões: duas no aeroporto de Zaventem fizeram 11 mortos e uma na estação de metro de Maelbeek outros 20. O terror atacou o coração da Europa. 

Os suspeitos teriam planeado levar mais explosivos para o aeroporto. O taxista que os transportou para o aeroporto terá contactado, por iniciativa própria, a polícia e explicado que os três homens ficaram zangados quando viram que o táxi que lhes foi atribuído era menos que aquele que tinham pedido. 

Das cinco malas que tinham planeado levar tiveram de deixar duas para trás. 

Quando chegaram ao aeroporto, colocaram as malaas nos carrinhos de transporte de bagagem. Duas delas explodiram. 

Os alegados terroristas terão apanhado o táxi na zona suburbana de Schaerbeek, que, durante o dia, foi alvo de várias operações policiais e onde foram encontrados mais explosivos, produtos químicos e uma bandeira do Estado Islâmico.