O governo da Venezuela afirmou que foram disparados 15 tiros contra o Ministério do Interior e lançadas quatro granadas contra o Supremo Tribunal venezuelano, em Caracas, na terça-feira, a partir de um helicóptero tomado por um polícia.

Tudo aconteceu quando Maduro falava aos jornalistas, reunidos no palácio presidencial de Miraflores, numa cerimónia transmitida em direto pela televisão estatal.

Não foram registados feridos na sequência deste incidente, descrito como um “ataque terrorista” pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Ativei todas as forças armadas para defender a ordem. Capturámos rapidamente o helicóptero e aqueles que realizaram este ataque terrorista”, declarou Nicolas Maduro.

O ministro da Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, explicou que o helicóptero foi furtado da base militar de La Carlota, em Caracas, por um inspetor adstrito à divisão de transporte aéreo da polícia científica (CICPC), identificado como Óscar Pérez.

Nas redes sociais, surgiram imagens que mostram um helicóptero a sobrevoar a cidade antes de serem disparados tiros e de se ouvir um grande estrondo.

O polícia que furtou o aparelho publicou vídeos no Instagram, onde surge com uma farda militar, à frente de outros indivíduos, com máscaras e uniformes. O homem, que se identifica como sendo o polícia Óscar Pérez, faz declarações em que denuncia o "governo criminoso da Venezuela" e apela aos cidadãos para se oporem à "tirania".

Somos uma aliança de funcionários militares, polícias e civis que estão contra este governo criminoso", afirmou.

A Venezuela, que vive uma grave crise económica e social, tem sido palco de muitos protestos contra o governo de Maduro. As manifestações têm sido marcadas pela violência e desde abril já morreram mais de 70 pessoas