Uma pessoa já foi detida no âmbito da investigação ao atentado terrorista que esta terça-feira de manhã resultou no homicídio de um padre na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, na região francesa da Normandia, noticiam as agências noticiosas AP e AFP.

De acordo com as edições online dos jornais franceses Le Point e Le Figaro, o detido é um menor, com 16 anos, identificado pelas iniciais H.B., que teria algum tipo de relação com um dos terroristas que atacaram a igreja.

O Le Parisien refere, porém, que o detido não está ligado ao homicídio e que foi colocado sob custódia das autoridades por se ter aproximado demasiado do perímetro de segurança.

Outro jornal francês, L'Express, escreve que o irmão de H.B. tinha partido para a Síria na primavera de 2015.

Entretanto, foi identificado um dos homens que entrou esta terça-feira na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray. Adel Kermiche, de 19 anos, já estava na mira das autoridades depois de ter tentado, por duas vezes, viajar para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico.

De acordo com o Le Figaro, em março de 2015, Adel Kermiche foi interpelado na Alemanha e enviado de volta para França. Na segunda tentativa, em maio do mesmo ano, foi detido na Turquia e cumpriu quase um ano de prisão. Em março deste ano, quando libertado, foi forçado a usar pulseira eletrónica. Só podia sair de casa durante algumas horas por dia.

Adel Kermiche é um dos dois homens que entraram esta terça-feira na igreja local e, munidos com facas, fizeram cinco reféns. O segundo suspeito ainda não foi formalmente identificado. Isto depois de a brigada de elite da polícia francesa ter realizado buscas esta terça-feira na casa onde terá vivido um dos terroristas, na rua Nikolas Tesla, em Saint-Étienne-de-Rouvray.

Ainda de acordo com o Le Figaro, os atacantes tinham um cinto de explosivos falsos. Antes de serem abatidos, os terroristas degolaram o padre Jacques Hamel (à direita na foto abaixo), um homem de 86 anos, e feriram outro fiel que se encontra no hospital em estado grave, num ataque que já foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

De acordo com a freira que conseguiu evadir-se do local, os atacantes submeteram os reféns a um ritual de submissão, recitaram um “sermão em árabe à volta do altar” antes de assassinarem o pároco francês e gravaram todo o processo.