Um homem atacou, com uma faca, várias pessoas na cidade alemã de Munique. Suspeito, com cerca de 40 anos de idade, colocou-se em fuga, mas foi, entretanto, detido pela polícia. Autoridades confirmam a existência de quatro feridos. Algumas horas depois, a polícia avançou que tudo aponta para que o Ataque não tenha motivos terroristas.

A polícia confirmou o incidente, através do Twitter e pediu às pessoas para permanecerem em casa até que fosse determinado o paradeiro do suspeito. Autoridades avançaram ainda que nenhuma das vítimas "corre perigo de vida".

Ataque aconteceu no centro da cidade, na praça Rosenheimer Platz. O suspeito fugiu do local de bicicleta e levava consigo uma mochila.

As autoridades usaram também o Twitter para pedir ajuda à população, fazendo uma descrição, o mais pormenorizada possível do suspeito. Um pedido de colaboração que terá dado frutos, culminando na detenção do suspeito.

O porta voz da polícia de Munique, Marcus da Gloria Martin, avançou ainda aos jornalistas que ficaram feridas quatro pessoas e que duas escaparam à tentativa de esfaqueamento - cinco homens e uma mulher.

Detivemos uma pessoa que se parece com a descrição do atacante, feita pelas testemunhas, mas ainda não podemos confirmar que se trata da mesma pessoa", disse.

Algumas horas depois, as autoridades alemãs disseram acreditar que o ataque não estará relacionado com motivos terroristas.

Segundo a agência AP, a polícia não tem dúvidas que o homem alemão de 33 anos que foi preso é, de facto, o agressor. O suspeito não deu informações que revelariam um motivo, mas as autoridades afastam a possibilidade de o incidente desta manhã estar relacionado com atos terroristas.

O chefe da polícia de Munique, Hubertus Andrae, disse aos jornalistas que não há indícios de que uma organização extremista, política ou religiosa tenha avançado com o ataque. O responsável acredita que o suspeito, com registo anterior na polícia, tenha problemas psicológicos.

Não há portugueses entre as vítimas

Nenhum cidadão português está entre os feridos do ataque, disse à Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.

De acordo com a fonte do gabinete de José Luís Carneiro, a informação foi confirmada pela rede consular portuguesa junto das autoridades alemãs.