O casal que protagonizou o ataque terrorista em São Bernardino, a 2 de dezembro, radicalizou-se antes de começar a namorar. O FBI revelou, esta quarta-feira, novas informações sobre Syed Farook e Tashfeen Malik, incluindo que o ataque estaria a ser planeado há dois anos. 
 

"A nossa investigação até à data mostra que se radicalizaram antes de começarem a namorar ou a envolverem-se online. Logo no final de 2013 conversaram sobre a jihad e o martírio, antes de se tornarem noivos e casarem, e estavam a viver nos EUA"


O diretor do FBI, James Comey, adiantou assim que o casal se conheceu pela Internet. Sabe-se agora que Tashfeen Malik, que tinha 29 anos, foi para os EUA, no final de julho de 2014. Chegou com um visto de noiva. Casou com Syed Farook, de 28, em Riverside, na Califórnia, a 16 de agosto de 2014. 

O FBI acredita que o casal foi seduzido por grupos extremistas estrangeiros, pelo que as autoridades estão a "trabalhar no duro" para descobrir se houve mais terroristas envolvidos no massacre da semana passada. Ao mesmo tempo, querem perceber se eles teriam outros planos na manga. 

Ontem, os investigadores já tinham tornado público que o casal treinou em carreiras de tiro na zona de Los Angeles, inclusivamente dias antes do massacre, e que na casa dos atacantes foi encontrado material que poderia servir para o fabrico de 19 bombas

Segundo o "The New York Times", o Facebook também forneceu ao FBI uma publicação que a mulher fez, na qual promete lealdade ao Estado Islâmico. Mas não encontrou provas de que o casal tivesse recebido ordens do grupo extremista ou de qualquer outro grupo para o ataque. 

Os investigadores têm suspeitas, pelo menos, em relação àquilo que os membros da família e amigos do casal poderão ter sabido sobre os seus planos terroristas. De resto, foi também identificado o homem que terá fornecido o armamento ao casal, que já se sabe que teria ligações ao também designado Daesh. Contudo, a polícia não acredita que Enrique Marquez, o suspeito, tenha ligações diretas ao atentado terrorista.