Artur Mas, que cedera o lugar de presidente do governo da região espanhola a Carles Puigdemont, anunciou ir deixar a liderança do Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT), organização de centro direita que integrou a coligação Juntos pela Catalunha, que ficou em segundo lugar nas recentes eleições regionais.

Em conferência de imprensa realizada em Barcelona, Artur Mas justificou a saída com a "necessidade de novos líderes", numa "nova fase" da luta pela independência da Catalunha.

Não pode ser interpretado em qualquer caso como um distanciamento" em relação ao projeto do Juntos pela Catalunha, afirmou Mas, admitindo que a sua saída lhe vai permitir preparar melhor a sua defesa para "enfrentar com melhores garantias os processos judiciais" que tem.

Artur Mas afiançou que a sua "decisão não é precipitada e foi bastante pensada". Ainda assim, é alvo de vários processos judiciais e acusações de corrupção. Em março do ano passado, um tribunal catalão impediu-o de exercer cargos públicos durante dois anos, por organizar um referendo informal em 2014, apesar da proibição judicial.